Araxá quer construir um centro tecnológico para mineração

O projeto está orçado em R$40 milhões. A concorrência vai ser lançada na semana que vem e pretende atrair empresas mineradoras para a região. A região tem os principais depósitos de fosfato, nióbio e terras-raras do país.

  • 31 Julho 2013
  • 19:37
  • News

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A cidade mineira de Araxá abre, na próxima semana, a concorrência para a construção de um centro tecnológico dedicado à mineração. A intenção é atrair empresas que atuam no segmento e desenvolver projetos de pesquisa com minerais abundantes na região, como nióbio, fosfato e terras-raras.

O secretário de planejamento do município que fica na região do triângulo mineiro, Alex Ribeiro Gomes, diz que o orçamento do projeto é de R$ 40 milhões. Segundo ele, o objetivo é a capacitação de mão de obra para atuar no setor de mineração, além do desenvolvimento de novas tecnologias.

O governo pretende abrigar no local institutos de pesquisa de mineradoras que atuam no município, como a Vale. Segundo matéria da Folha de S.Paulo, a empresa confirmou que tem participado de reuniões, mas não deu detalhes.

A mineração representa hoje cerca de 65% da receita anual de R$ 200 milhões de Araxá, segundo Gomes.

Do total a ser investido, R$ 10 milhões já foram usados pelo município nas desapropriações de um antigo hotel, que será sede do empreendimento, e de uma área onde ficarão as estruturas de produção e pesquisa.

Outros R$ 10 milhões serão liberados pelo governo estadual para as obras iniciais de infraestrutura.

"O parque vai criar um ambiente onde poderão surgir start-ups [empresas iniciantes] e centros de pesquisa", diz Evaldo Vilela, secretário adjunto de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais.

No Brasil, a exploração de rocha fosfática situa-se principalmente na região do Triângulo Mineiro e no sudoeste de Goiás. A jazida de Araxá, explorada pela Vale, representa cerca 18% da produção nacional em 2011, de acordo como Sumário Mineral de 2012.

As importantes reservas de nióbio lavráveis no Brasil estão nos estados de Minas Gerais, Amazonas, Goiás, Rondônia e Paraíba. Em Minas, as principais reservas encontram-se em Araxá, que tem em sua reserva lavrável 113,4Mt.

A exploração racional deste depósito de nióbio na cidade mineira é garantida por uma conta de participação nos lucros entre a estatal Codemig e a CBMM. O contrato concede 25% de participação nos lucros operacionais da CBMM ao Governo do Estado de Minas Gerais

Depósitos de terras-raras também estão localizados em Araxá. No rejeito da mineração do nióbio da CBMM, em Araxá, estão concentradas quantidades importantes de terras raras, com potencial de aproveitamento.

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